2014

Desde 2010, eu sempre escrevo alguma coisa refletindo sobre o ano que passou. Chega a ser até curioso, mas esse hábito tão comum para mim, que só quatro anos depois percebi que ele vem se repetindo ano após ano.

Queria poder dizer que sentar e tentar colocar em palavras esses trezentos e sessenta e cinco dias que passaram é fácil, como foram as últimas vezes, mas não é. Tanto aconteceu em 2014! E sim, tenho plena consciência de que hoje já é dia 13, e talvez essa reflexão esteja um pouquinho atrasada. Mas pra mim, continua sendo muito plausível, afinal certas coisas demandam mais um pouquinho de tempo mesmo. Image-1

A impressão que eu tenho é que alguém virou a minha vida de cabeça pra baixo. E não só uma, mas várias vezes. O ano mal tinha começado e já estava me mostrando que teria que amadurecer (e muito!) em praticamente todos os aspectos da minha vida. Não que eu não tivesse noção alguma antes, muito pelo contrário. Mas hoje, eu sei que consigo enfrentar e conquistar coisas que imaginei não serem possíveis antes.

O engraçado é que apesar de ter me sentido numa montanha russa praticamente todos os meses, não consigo enxergar 2014 como um ano ruim. Foi tão enriquecedor. E hoje, lembrando desafio por desafio e um por um sendo enfrentado sem eu ter que pensar duas vezes, a sensação é muito gratificante – e estranha, não pense que só você acha isso bizarro.

Enfrentei o desconhecido mais vezes do que provavelmente vou conseguir listar e fui recompensada com muito mais do que mereço. Tive medo, muito. Pensei, analisei, aprendi, e ainda pensei mais um pouco. Me joguei com alma e coração em algo que jurei ser o meu sonho, para então descobrir que não era. E bateu desespero, bateu muito desespero sim! Até que a vida me deu outro sonho, um maior, e que hoje, me deixa muito mais feliz. Tive (e ainda tenho) responsabilidades que fazem com que eu me sinta mais adulta. Talvez eu seja, apesar de não ter tamanho. Nunca passou pela minha cabeça que algum dia eu acionaria um seguro. Que tomaria decisões que iriam influenciar a vida de várias pessoas. Que num piscar de olhos, dizer “sim” ou “não” faria uma diferença gigantesca no que viria dali para frente. Que teria tantas pessoas fantásticas ao meu lado para me ajudar quando tomasse a decisão errada. Aliás, fantásticas é um adjetivo muito simples para elas.

E agora, ouvindo Ed Sheeran (um dos presentes que 2014 trouxe pra mim), vem a frase perfeita. “I’ve been feeling everything. From hate to love, from love to lust, from lust to truth…” E nesses últimos meses, eu tenho sentido tudo mesmo. Tive raiva, e depois morri de amores. Fiquei indignada com a vida, e depois senti muita gratidão. Pode isso? Provavelmente sim, né. Tanto mudou em tão pouco tempo.

Dois mil e catorze me mostrou que lidar com o outro é muito mais difícil do que parece. Que ás vezes, querer estar ao lado de alguém em momentos conturbados pode não ser o suficiente. Nem sempre as pessoas estão sendo sinceras. Aqueles que você pensou que nunca te machucariam, são aqueles que podem te machucar mais que qualquer outro – e acredite, é bem capaz que o façam. E quando o fizerem, “esse é o problema da dor. Ela precisa ser sentida”. Não é, John Green?

Mas não foram só dificuldades. Como disse antes, fui recompensada com muito mais do que merecia. Não consigo colocar em palavras o quanto fui feliz com as pessoas que passaram por mim. Acho que são nas horas difíceis que enxergamos com clareza os amigos certos. Hoje, tenho plena certeza que consolidei relacionamentos que vão ficar comigo por muitos e muitos anos – e por favor, que esse seja um dos poucos axiomas que posso levar comigo. Sem contar aqueles antigos, que finalmente parecem ter se encaixado como um quebra cabeça que demorou anos para ser montado. Foram tantas risadas, tantos dias bons. Viagens, horas jogando conversa fora, pôr do sois, passeios de carro, tardes desesperadas estudando, compras aleatórias, jantares sem motivo (e muitos com!), corridas, festas, filmes, músicas, e até companhias para se fazer nada. Saber que tenho essas pessoas na minha vida e que posso contar com elas para muito mais loucuras e dificuldades que eu possa imaginar, me traz uma sensação de paz muito grande.

Esse ano, não vivenciei só perdas. Foram ganhos gigantescos – e não me canso de agradecer por ter tanta sorte.

“I’m not allowed to bet, but if I could, my money would be on you.” Agora em 2015, que venham mais sorrisos, mais promessas cumpridas e mais histórias pra contar. Que dizer “adeus” seja só para o necessário e que a saudade venha só para me lembrar que ainda há mais por vir.

Por um ano com mais amor, mais carinho, e mais pôr do sois. Por dias com menos rotina, e cada vez mais amor aos meus sonhos. Que eu possa continuar crescendo, lutando pelos meus desafios e contando com uma família e amigos incríveis ao meu lado. Que venham mais viagens, mais do mundo para se ver, e muitooooo mais pessoas para se conhecer! “Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, tô despreocupado, com a vida eu tô de bem.”

Que continue leve como já tem sido, 2015!

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2 comentários sobre “2014

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