Café da manhã na Padaria Seleve

Há tempos queria conhecer a Seleve, uma padaria artesanal especializada em produtos sem glúten e lácteos.

Tenho a impressão que cada vez mais as pessoas têm buscado uma alimentação saudável. Algo que tem chamado bastante a minha atenção é a quantidade de alimentos sem glúten e lactose que estão aparecendo no nosso dia-a-dia dada essa mudança de hábitos. Entretanto, como convivo com pessoas alérgicas ao leite e ao glúten, eu bem sei que nem sempre estes produtos são muito confiáveis.

Apesar disso, é impossível não ficar feliz em ver como a indústria tem cada vez mais pensado em alimentos alternativos para quem tem esse tipo de restrição alimentar ou opta por esse estilo de vida. Há alguns anos, tenho certeza que era tudo mais difícil.

Por isso, fiquei super feliz ao ver o cuidado e o carinho que a Seleve tem com a proposta que oferece aos seus clientes.

Assim que cheguei, a garçonete se apresentou e então me explicou que a padaria é totalmente voltada para pessoas com doença celíaca e intolerância/alergia à lácteos. A equipe é tão cuidadosa, que não é permitido se alimentar dentro da Seleve com produtos que não tenham sido produzidos ali para evitar o risco de contaminação.

É um alívio para quem precisa lidar com essas restrições, não é?

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Por que nos cobramos tanto?

Sobre ansiedade, comparações e uma vida mais leve.

Há algum tempo venho notando como o tema “ansiedade” tem se tornado comum entre as pessoas. Uma parte de mim fica se perguntando até que ponto esse assunto não se tornou mais um acelerador de views e likes, enquanto outra defende que sim, precisamos falar sobre isso.

Esses dias, uma amiga me mandou um vídeo no Youtube sobre ansiedade. Nós tínhamos assistido aos vídeos dessa blogueira praticamente o domingo inteiro, então quando recebi o link, em momento algum passou pela minha cabeça que o assunto fosse de algum modo me impressionar. Fui um pouco inocente.

Quando terminei, fiquei pensando como nada é o bastante para nós mesmos. Já repararam como estamos constantemente nos cobrando e nos comparando aos outros? Coincidentemente, no dia seguinte, li um texto que nos comparava àquele chefe chato que fatalmente todo mundo vai encontrar um dia – aquele que só consegue apontar os defeitos e não reconhece as conquistas de sua equipe.

Sabe quando acende uma luzinha na sua cabeça? Fiquei me perguntando, “Quando nos tornamos chefes de nós mesmos?”

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Você acorda cedo, mas nervoso porque não levantou cedo o suficiente para ir na academia. Promete a si mesmo que vai recompensar a “falta de esforço” no trabalho, mas fica desapontado por não ter respondido a mensagem de um amigo no segundo em que ele precisou de ajuda.

Quando chega ao fim do dia, você fica chateado por não ter adiantado todas as suas tarefas da semana. “Poxa, o que custa ficar um ou dois dias adiantado no cronograma?” E assim, você decide ficar meia horinha a mais no trabalho.

Num piscar de olhos, a meia horinha virou duas horas. E sim, você também fica bravo porque passou tempo demais trabalhando! Então, alguém te chama para ir naquele restaurante legal que você viu no Instagram e você acaba aceitando o convite, afinal isso pode melhorar o seu dia. Acontece que você nem terminou de ler o cardápio e já está se perguntando se não devia voltar para casa para dormir oito horas antes de começar tudo de novo.

E assim seguimos nesse looping é infinito. Talvez você não tenha um trabalho, mas tenha a faculdade que te deixa desanimado por não ter tirado total em uma prova. Talvez você não goste de ir na academia, mas fique o dia inteiro pensando no chocolate que não devia ter comido porque estava de TPM. As situações se adaptam e no fim do dia estamos sempre insatisfeitos com alguma coisa – mesmo nos esforçando muito para que tudo saia do jeito que planejamos. Continuar lendo “Por que nos cobramos tanto?”

Vah Gogh Mood

“Where do you think Van Gogh rates in the history of art?”

“Well.. Big question, but, to me Van Gogh is the finest painter of them all. Certainly the most popular, great painter of all time. The most beloved, his command of colour most magnificent. He transformed the pain of his tormented life into ecstatic beauty. Pain is easy to portray, but to use your passion and pain to portray the ecstasy and joy and magnificence of our world, no one had ever done it before. Perhaps no one ever will again. To my mind, that strange, wild man who roamed the fields of Provence was not only the world’s greatest artist, but also one of the greatest men who ever lived.” ♡

Sunsets and Road Trips

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O que quatro amigas podem fazer em um sábado?

Essas são as fotos de uma mini road trip que fizemos há algumas semanas. Elas são resultado do trabalho sensacional da @juliaf.fotografia e da @rzardinimakeup – é maravilhoso ter amigas talentosas assim!

Sempre gosto de fazer esse tipo de programa no tempo livre, acho que nos faz desligar um pouco do dia-a-dia. É bom dar um passo para trás de vez em quando, não é? Faz com que você enxergue o mundo com outra perspectiva. Sem contar que mesmo perto de Belo Horizonte, conhecer esses cantinhos diferentes sempre nos deixam com aquela sensação gostosa de novidade.

Quem foi ajudante comigo em praticamente todas as fotos foi a @belserelle. Ela também ama viajar ou simplesmente conhecer um lugar novo – duplinha wanderlust! No seu blog você pode ler várias das suas experiências e opiniões sobre o cotidiano. Vale a visita para conhecer o seu bom gosto e se apaixonar pela maneira como ela enxerga o mundo!

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Diário de Formatura

Quem é vivo sempre aparece, né?

Apesar de estar bastante sumida por aqui, não queria deixar de falar um pouquinho sobre os últimos dias. Se você me acompanha pelo Instagram, já deu pra perceber que formei, né? Em teoria, foi ao final do ano que me tornei economista, mas só agora aconteceram a colação de grau e as devidas comemorações – com direito à toda minha família e amigos presentes!

A minha ficha demorou muito para cair, mas não se engane, eu vivi intensamente essa despedida da faculdade. É um sentimento meio louco, é tudo demais. Foram muitas alegrias, medos, um certo orgulho, uma certa insegurança.. Tentei várias vezes sentar em frente ao computador e escrever sobre o término dessa fase, mas nunca consegui concluir nenhum dos textos que comecei. Acho que talvez faça até sentido não conseguir concluir sobre o que vem por aí, afinal de contas, esse é literalmente um recomeço. Não tem nada de final.

Quem sabe daqui a alguns meses, quando nem tudo for novidade, eu consiga vir aqui para contar um pouco sobre essa “vida adulta”.

Era de se esperar que a formatura começasse pela colação de grau, mas não foi bem assim. Grande parte da minha família mora em Uberlândia e todos deram um jeito de reorganizar suas agendas e vir para cá na semana passada. Foi muito bom reunir todo mundo. Hoje em dia, esses momentos são muito raros, todo mundo vive ocupado! Minha casa ficou cheia o tempo inteiro e todo dia tínhamos a desculpa de sairmos da rotina. Aí não tem jeito, né? As festas começaram antes do próprio diploma chegar.

Na quinta-feira, era hora da tão esperada colação de grau (finalmente!). Por causa dos poucos convites disponíveis e toda a logística envolvida no dia (trabalho, salão, maquiagem e blá, blá, blá) confesso que eu estava um pouco tensa. Saí do trabalho cedo para me arrumar com a @rzardinimakeup e, como sempre, ela logo me deixou tranquila.

Ao chegar ao local do evento, nem tive tempo de raciocinar. Foi só correria!

“Vista a beca, arrume o cabelo, lembre-se de comer alguma coisa, cuidado com o salto. Olha a foto com a turma! Agora com os amigos. E o namorado? Vem tirar com a família também.” Caramba, eu sabia que teriam fotógrafos, mas ninguém tinha me avisado que seriam tantos flashes! E nós ali tentando conversar com nossas famílias, amigos e colegas (todos ao mesmo tempo).

Confesso que o mais emocionante não foi receber o diploma, mas ouvir o discurso do patrono da minha turma. ♡ Tenho uma profunda admiração por todos os professores que tive a sorte de conhecer ao longo da minha “aventura” pela faculdade.

Fiquei pensando ao longo dos vários discursos: “Quantas vezes parei para agradecer ao longo do curso?” Pouquíssimas! Se a ficha da formatura já tinha caído, nesse momento me veio a percepção de que nada disso seria possível sem os meus mestres. Finalmente entendi o real motivo para os chamarmos assim e fiquei feliz em ter a chance de dizer “muito obrigada” mais uma vez!

Por fim, a minha tensão por causa do número limitado de convites foi totalmente em vão. Minha família conseguiu entrar! 🙂 E mencionei que minhas amigas deram um jeito de ir mesmo sem convite? Éramos tantos na hora dos cumprimentos que tirei pouquíssimas fotos decentes – é claro que ninguém lembrou de pegar a câmera, mas faz parte! Ver todos ali e lembrar como cada uma daquelas pessoas fez parte desse ciclo foi muito emocionante.

Quem disse que colações de grau são sempre chatas?

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Here’s To The Fools Who Dream

Sobre sonhos, decisões e o queridinho do cinema, La La Land.

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Ontem, assisti La La Land.
E foi um tapa na cara. Daqueles bem dados.

Para aqueles que não sabem, o filme se passa em Hollywood e conta a história de uma atriz e um músico. Muitas pessoas diriam que este é um romance, mas não o encaro assim. Esse é um filme sobre sonhos.

Toda a narrativa envolve o fato de que Mia e Sebastian são sonhadores. Claro, você passa o filme inteiro torcendo para que o casal seja feliz, mas também fica se remoendo na poltrona para Mia finalmente conseguir um papel e Sebastian abrir o seu clube de jazz.

Eles se esforçam para alcançar seus sonhos. Eles quebram a cara. Sebastian não pode tocar suas músicas preferidas. Os entrevistadores não olham para Mia. E mesmo assim, eles estão se esforçando dia após dia. E aí você pensa, “E eu? Estou fazendo isso ou me acomodei?”

La La Land retrata os sonhos de uma maneira muito real. Sonhos são passados para trás. Conquistá-los é um processo demorado – requer trabalho duro, persistência, paciência e coragem. Em mundo tão ansioso e constantemente em mudança, é normal nos esquecermos disso. Obrigada Mia e Sebastian por me lembrarem.

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La La Land também é um filme sobre escolhas. Ele nos conta sobre como podemos mudar os nossos caminhos e optar por outro destino. Podemos tomar decisões que nos afastem temporariamente (ou eternamente) daquilo o que queríamos. E tudo bem, algumas pessoas fazem isso. Assim como outras também optam por correr com unhas e dentes atrás de seus objetivos.

Toda ação tem uma reação, toda escolha tem um efeito.

O livre arbítrio nos traz a sensação de liberdade, mas ele tem suas consequências. Nesse ponto, o filme é muito realista e sincero. Fiquei pensando como cada escolha que fiz até hoje impactou a vida que tenho hoje e.. É de tirar o fôlego refletir sobre isso! Para onde foram vários dos meus antigos sonhos? E os atuais? Para onde será que eles vão me levar? Não quero dar spoilers, mas quem assistiu o La La Land sabe do que estou falando.

Emma e Ryan, vocês conquistaram meu coração. De novo.
E eu não imaginava que vocês poderiam fazer isso tantas vezes.

Há muito tempo não saía de um filme tão reflexiva e, ao mesmo tempo, inspirada. La La Land é um filme para ver, rever, cantar junto e até chorar (e como!). É para sair do cinema pensando “O que estou fazendo com a minha vida?”. É se sentir um pouco mais pé no chão sobre os resultados de nossas escolhas. Por fim, é tudo uma reflexão muito positiva.

Esse é um filme para se apaixonar, torcer pelos protagonistas e vibrar muito com suas conquistas. É para sair do cinema com vontade de escutar a trilha sonora de novo. Não é atoa que La La Land é recordista do Globo de Ouro e recebeu o mesmo número de indicações ao Oscar que o Titanic.

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